Por Deise Anne Rodrigues
Aviltando Vinícius, no seu “que
seja eterno enquanto dure”... Penso que a infância é eterna enquanto dura, como um amor.
Um e outro têm seu tempo. Um e
outro, um dia, acabam.
Mesmo que permaneçam na lembrança, na nossa substância, algum dia um amor pode acabar, algum dia é preciso abandonar a infância.
Tentar prolongar a infância é o
caminho da frustração. A infância é germe, é aquilo que compõe nossas
estruturas internas. A infância é o lugar dos afetos, quando as atenções estão
voltadas para nós, quando recebemos amor, quando aprendemos o amor que vem de
toda parte. Quem é capaz de não amar uma criança?
Natural ter saudade.
No entanto, é preciso vencer a infância.
Na vida adulta ninguém nos vai amar somente por nossa carinha bonitinha ou por nossas
gracinhas. É necessário substância. Ser ou não querido depende muito mais de nós
do que dos outros. Ninguém nos ama por sermos o que somos. O amor é conquista.
3 alvoroço:
Somos de fato tão múltiplos dentro de nós mesmos que devemos a todo o momento (des)construir o que achamos entender e sentir. Acredito veramente que nunca deve-se matar em essência aquela boba criança que tanto admiramos, desta forma semeamos a verdadeira identidade de como deva ser nossa alma; do bem! É de uma simplicidade não simplória tão grande acreditar nestas meigas questões que todo sentimento vale a pena passar pelo nosso coração. É crescer e não perder a si mesmo.
Obrigada pelo comentário Lucass!
Preservar a simplicidade sem ser simplório, sempre. :)
O amor é conquista. É sentimento sublime. É essencial em todas as fases de nossas vidas, assim como o é a declaração dele.
Beijos
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