sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Que seja eterno enquanto dure...


Por Deise Anne Rodrigues

Aviltando Vinícius, no seu “que seja eterno enquanto dure”... Penso que a infância é eterna enquanto dura, como um amor.
Um e outro têm seu tempo. Um e outro, um dia, acabam. 
Mesmo que permaneçam na lembrança, na nossa substância, algum dia um amor pode acabar,  algum dia é preciso abandonar a infância.
Tentar prolongar a infância é o caminho da frustração. A infância é germe, é aquilo que compõe nossas estruturas internas. A infância é o lugar dos afetos, quando as atenções estão voltadas para nós, quando recebemos amor, quando aprendemos o amor que vem de toda parte. Quem é capaz de não amar uma criança?
Natural ter saudade.
No entanto, é preciso vencer a infância. Na vida adulta ninguém nos vai amar somente por nossa carinha bonitinha ou por nossas gracinhas. É necessário substância. Ser ou não querido depende muito mais de nós do que dos outros. Ninguém nos ama por sermos o que somos. O amor é conquista.

3 alvoroço:

lucass repetto disse...

Somos de fato tão múltiplos dentro de nós mesmos que devemos a todo o momento (des)construir o que achamos entender e sentir. Acredito veramente que nunca deve-se matar em essência aquela boba criança que tanto admiramos, desta forma semeamos a verdadeira identidade de como deva ser nossa alma; do bem! É de uma simplicidade não simplória tão grande acreditar nestas meigas questões que todo sentimento vale a pena passar pelo nosso coração. É crescer e não perder a si mesmo.

Deise Anne disse...

Obrigada pelo comentário Lucass!
Preservar a simplicidade sem ser simplório, sempre. :)

Jamylle Bezerra disse...

O amor é conquista. É sentimento sublime. É essencial em todas as fases de nossas vidas, assim como o é a declaração dele.

Beijos